Imagine receber um aumento de 15% sem gerar um centavo a mais de resultado. Sonho? Não, realidade. Se você trabalha para o Tribunal de Contas da União.
O TCU acaba de aprovar a “gratificação por atuação de alta complexidade”, um novo privilégio que engorda – ainda mais – a maior remuneração do serviço público. A justificativa? “Alinhamento” com outros órgãos que já têm benefícios parecidos.
É o ciclo vicioso do privilégio público:
1. Um órgão cria um benefício exclusivo.
2. Outros órgãos usam isso como precedente para exigir o mesmo.
3. A conta, como sempre, é sua.
Pergunte-se: esse “alinhamento” se estende à iniciativa privada? Jamais. Seria impagável. O Brasil não tem dinheiro para bancar os privilégios de poucos para todos. E o mais chocante é ver a Justiça, que deveria zelar pelas regras, sendo a campeã em criar exceções para si mesma. A mensagem para o brasileiro é clara: as regras só valem para quem não tem poder.
Enquanto isso, funções essenciais como professores, médicos e enfermeiros seguem com salários defasados, sem penduricalhos.
Chega de normalizar o absurdo. O Brasil só vai mudar quando acabarmos com os privilégios e as regras forem, de fato, iguais para todos. Não é sobre ser contra o servidor público, é sobre ser a favor de um país justo.
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