Ela era conhecida como a “capital mundial do café”. Hoje é a capital brasileira do agronegócio e muito mais.
Com mais de 700 mil habitantes, equivalente a uma vez e meia a de Cabo Verde, um PIB perto de R$55 bilhões, mais que o dobro do Suriname, Ribeirão construiu um motor econômico que não depende de um único setor.
O agro segue protagonista — cana, logística e tecnologia de ponta — mas serviços lideram o PIB local: comércio, educação, tecnologia e, principalmente, saúde. Hospitais, universidades e centros de pesquisa transformaram a cidade em referência nacional, atraindo pacientes, estudantes e profissionais. A influência regional impressiona: a região metropolitana tem cerca de 1,7 milhão de habitantes e PIB acima de R$ 108 bilhões, tem o tamanho de toda a economia do Haiti. Na logística, a posição às margens de rodovias estratégicas e a futura internacionalização do aeroporto Leite Lopes fortalecem o papel do hub. Só no ano passado, o aeroporto atendeu 1 milhão de passageiros, quase toda a população da Estônia.
Ribeirão é o manual de como o agro impulsiona um ecossistema de alta produtividade em serviços, saúde e inovação. Quando a base é sólida, a cidade cresce em todas as direções.
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