Décadas atrás, brasileiros cruzavam a fronteira para comprar mais barato. Agora são as empresas que atravessam e não é para fazer turismo. É sobrevivência. Impostos altos aqui, “Lei de Maquila” lá: 1% sobre o exportado, zero imposto para máquinas e insumos, com energia mais barata, menos burocracia e legislação trabalhista simples.
O resultado? Custos até 40% menores. Mais de 230 indústrias brasileiras já operam no Paraguai; 300 maquiladoras exportando US$1,2 bilhão. Uma indústria que importa poliéster da China paga 18% aqui; no Paraguai, sob maquila, paga zero. Sem revolução tecnológica, no ambiente de negócios. Enquanto aumentam os gastos e impostos, eles atraem fábricas, empregos e renda.
Competitividade não se decreta. Se o Brasil não cortar gastos públicos e reduzir impostos, os empregos vão continuar atravessando a fronteira.
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