Em economia, tudo está conectado. Quando os EUA perdem credibilidade fiscal, o preço disso aparece no seu bolso. Gastos públicos muito acima das receitas corroem a credibilidade. O governo americano tem pago as maiores taxas de juros em décadas para emitir dívida. Juros lá sobem, capital do mundo inteiro reprecifica risco: parte do dinheiro sai de mercados emergentes, incluindo o Brasil. O real enfraquece, o dólar sobe, os importados ficam mais caros, a inflação acelera e os juros no Brasil sobem de novo. Com juros mais altos aqui, dívidas de empresas e famílias ficam pesadas; a inadimplência cresce, a quebradeira aumenta. Foi assim que vimos casos como o das Casas Bahia: quando o custo financeiro explode, milhares de empregos ficam em risco. Moral da história: se o Brasil não fizer a lição de casa fiscal, a tempestade de fora vira tsunami aqui. Déficits crônicos compram juros altos e juros altos cobram empregos. Planejamento fiscal não é assunto tecnológico, é seguro de emprego.
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