Programas sociais brasileiros mantêm pessoas na pobreza. Educação e oportunidades de emprego tiram. É isso que mostram os dados do Atlas da Mobilidade Social. A correlação entre beneficiários do Bolsa Família e permanência na pobreza chega a 94%, ou seja, quem recebe Bolsa Família continua pobre 20 anos depois. Já com o desemprego, supera os 82%. Isto significa que em estados com forte geração de empregos, onde a taxa de desemprego é baixa, os pobres deixam de ser pobres. Já nos estados onde a taxa de desemprego é alta, quem nasce pobre continua pobre para o resto da vida. Em Santa Catarina, onde a taxa de desemprego está abaixo de 3%, 9 em cada 10 pessoas que nascem entre os 25% mais pobres ascenderam socialmente em 20 anos. Em outras palavras, quase todos os que nascem pobres ascendem socialmente por lá. Segundo os dados, o Bolsa-Família funciona como uma muleta eterna que não muda efetivamente a condição de seus beneficiários. Segundo os dados do Atlas da Mobilidade Social, apenas educação de qualidade e emprego transformam realmente a vida dos mais pobres, tirando-os da pobreza.
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