Ricardo Amorim: "O maior desafio para o agronegócio brasileiro é a melhoria da infraestrutura de logística."

04/2014

CNT Transporte Atual

Por Letícia Simões

 
Para o economista Ricardo Amorim, diretor-executivo da Ricam Consultoria, a Ferrogrão pode reduzir os custos de produção do agronegócio brasileiro e aumentar a competição entre os modais rodoviário e ferroviário para o escoamento da safra. “O maior custo do agronegócio é o transporte. Com esse novo corredor o panorama pode ser modificado. Além disso, terminais portuários das regiões atingidas pela ferrovia, hoje menos ativos, têm a possibilidade de escoar essa carga.”
 
Amorim acredita que a expansão do agronegócio no Brasil foi fundamental para incentivar novos projetos logísticos. Segundo ele, o país viveu um grande hiato de investimentos na infraestrutura de transportes, retromando, agora, essa postura com novos projetos estruturais em outros modais, além do rodoviário. “Nos últimos dez anos, o crescimento forte do agronegócio forçou investimentos na área de transportes para combater os gargalos formados por essa ausência de aplicações ao longo dos anos.”
 
Resende, da FDC, afirma que a região tipicamente de cerrado, aonde a Ferrogrão será construída, vai facilitar a execução da obra.
 
Amorim também acredita que o projeto da nova ferrovia não deve apresentar grandes problemas para sua implantação. “As maiores dificuldades não são de execução. Elas estão ligadas ao processo de autorização ambiental. Em outros casos, na captação de financiamento para as obras. Os maiores gargalos do projeto de infraestrutura são a parte burocrática e a financeira.”
 
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