Infelizmente, a situação da economia brasileira como um todo ainda vai piorar antes de melhorar ao longo deste ano, mas pela primeira vez em cinco anos, podemos terminar o ano melhor do que começamos e com perspectivas melhores para os próximos anos. Se arrumarmos a casa em 2015, retomando a confiança de empresários e consumidores, podemos retomar um ciclo de crescimento mais acelerado no final do ano e nos anos seguintes.
Temos de separar 2015 dos anos seguintes. O desempenho da economia em 2015 será ruim. 2016 certamente será um ano melhor do que 2015, mas o quanto melhor dependerá da profundidade dos ajustes que forem feitos em 2016. Quanto mais profundos os ajustes em 2015, mais a economia sentirá neste ano, mas mais fortemente ela se recuperará em 2016 e nos anos seguintes. A questão é se faremos ou não os ajustes necessários para que os anos seguintes sejam melhores, possivelmente muito melhores. Ainda não temos uma resposta a esta questão. Por um lado, a nova equipe econômica tem o diagnóstico correto. Por outro, o apoio político, tanto por parte da Presidente quanto do Congresso à adoção das duras medidas necessárias, parece longe de garantido.
O agronegócio, como todos os demais setores da economia brasileira, é impactado tanto negativa quando positivamente dependendo do desempenho da economia, mas por ser mais aberto que outros setores ao comércio internacional, seu desempenho está mais diretamente correlacionado ao da economia mundial do que apenas à economia brasileira, o que em momentos difíceis da economia brasileira, como o atual, é uma grande vantagem.

Indústria brasileira vive sua maior oportunidade de desenvolvimento desde a década de 70, afirma Ricardo Amorim
04/2026 Por Ludmila Souza – Rede 98 No encerramento do evento Imersão Indústria 2026, o economista Ricardo Amorim afirmou que o Brasil vive um momento decisivo


