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Palavras, significados, escolhas e consequências

postado em Artigos


01/2021

Por Ricardo Amorim

 

 

Confundir o significado das palavras necessariamente leva a ver a realidade de forma distorcida.

 

Parece haver, atualmente, uma confusão entre o sentido das palavras obrigatório e forçado. O uso do cinto de segurança é obrigatório, mas não é forçado. Ninguém é amarrado ao cinto à força, mas é punido se não o usar. Estar sóbrio para poder dirigir é obrigatório, mas ninguém é forçado a não beber. Parar no sinal vermelho é obrigatório, mas ninguém é amarrado até o sinal ficar verde.

 

Todas estas medidas restringem as liberdades individuais? Sem dúvida. Por que, ainda assim, são adotadas se liberdades individuais são um valor tão precioso? Porque elas melhoram a vida para todos em sociedade, estimulando que pessoas não tomem decisões que poderiam preferir individualmente, mas que colocariam a vida de outros em risco.

 

Vacinação contra Covid-19 ou qualquer outra doença deveria ser forçada? Alguém deveria ser levado à força para ser vacinado? Claro que não.

 

Vacinação deveria ser obrigatória? Acredito que sim.

 

Sem vacinação de todos, não erradicamos as doenças. Sem erradicá-las, vírus continuam sendo transmitidos e passando por mutações. Dependendo das mutações, mesmo quem se vacinou pode ser colocado em risco.

 

Da mesma forma que ninguém deve ser forçado a tomar nenhuma vacina, não é justo expor quem optou por se proteger e proteger a sociedade, a riscos causados por quem preferiu não fazer isso. Você pode beber, mas se beber não deve dirigir. Da mesma forma, você pode optar por não se vacinar, mas neste caso, não deveria circular e transmitir a doença.

 

“Ricardo, mas no caso da vacina contra Covid-19, ela não é confiável, não houve tempo para testá-la.” Eu tinha esta mesma preocupação até conversar com vários especialistas do setor que me explicaram que, desta vez, pelo esforço concentrado que foi feito, mais gente foi testada em muito menos tempo e a quantidade de pessoas testadas é o parâmetro mais importante dos testes.

 

Outro ponto é que, mesmo se as vacinas não fossem ou não forem ideais, o que representa mais risco: as vacinas ou a doença? Talvez, as mais de 1,6 milhão de mortes de Covid-19 no mundo só nos últimos 9 meses – muito mais do que o total de pessoas que morreram tomando todas as vacinas já inventadas em toda a História da humanidade, desde que as vacinas surgiram no século XVIII – possa dar uma pista.

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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Episódio #58 – Dicas de carreira: principais insights para te ajudar profissionalmente em 2021

postado em Podcast - Economia Falada



O economista Ricardo Amorim palestra sobre sua carreira e experiências de vida, compartilhando dicas importantes para se desenvolver profissionalmente e achar o seu propósito. #economia #carreira #eventosonline #palestra #pandenomics

 

 

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Mercado livre de energia: uma oportunidade pouco aproveitada

postado em Artigos


12/2020

Por Ricardo Amorim

 

 

A crise econômica causada pela pandemia de coronavírus tornou mais clara do que nunca a importância para todas as empresas e setores de reduzirem custos e terem flexibilidade de resposta a mudanças do ambiente de negócios. Além disso, a pandemia e a quarentena aceleraram a adoção da transformação digital e a regulamentação de tecnologias já existentes como telemedicina e trabalho em home office.

 

Dentro deste contexto de transformações cada vez mais rápidas, uso de tecnologia mais intenso e maior necessidade de controle de custos, surpreende-me que mais empresas não aproveitem as oportunidades oferecidas pelo mercado livre de energia elétrica. Nele, empresas escolhem seu fornecedor e as características do contrato com este fornecedor de acordo com suas necessidades.

 

As vantagens são muitas. A economia que as empresas têm em relação ao mercado regulado de energia variam em função de vários fatores, mas, segundo estimativas, ficam, em média, próximas a 30%, a depender da localização da empresa e do segmento. No total, empresas já economizaram mais de R$ 216 bilhões desde a criação do Mercado Livre de Energia, de acordo com a ABRACEEL (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia).

 

Além disso, o contrato de fornecimento de energia pode ser customizado para atender às necessidades específicas de cada empresa, que variam muito em função das características do setor, do negócio em si e da localização das unidades desta empresa.

 

Com os consumidores cada vez mais preocupados com o impacto ambiental dos produtos que consomem, no mercado livre de energia elétrica, as empresas podem optar por consumir energia renovável, que pode ser certificada –  com a origem/fonte da energia consumida (eólica, solar ou hidrelétrica) comprovadas – e assim destacar seus cuidados com o meio ambiente. Por exemplo, a Enel Trading, comercializadora de energia que atua neste mercado, faz a gestão e a comercialização de todo portfólio de usinas de geração renovável do grupo Enel. Seus preços de médio e longo-prazo são inferiores às tarifas do mercado regulado.

 

Além do preço competitivo, a contratação de energia no mercado livre traz previsibilidade no planejamento de custos das empresas com energia, já que eles não sofrem reajustes tarifários pela ANEEL. Os preços e demais condições no Mercado Livre de Energia são negociados bilateralmente entre consumidores e comercializadores de energia.

 

Na prática, há diferentes formas das empresas se beneficiarem destas oportunidades. Elas vão desde um modelo varejista de compra de energia pelas empresas, onde o consumidor não precisa ser um agente da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), passando por um fornecimento de energia com representação junto à CCEE – onde há um apoio na migração destas empresas ao Mercado Livre junto à CCEE –  até um modelo mais sofisticado, de autoprodução de energia, onde as empresas tornam-se acionistas de uma usina de energia renovável, obtendo benefícios e redução de encargos setoriais.

 

Se você acha que tudo isto está distante da realidade do seu negócio, é hora de começar a repensar. Você não quer se ver, em breve, em uma situação similar à de tantos comerciantes que não tinham e-commerce ou à de restaurantes que não tinham serviços de delivery quando a pandemia chegou, quer?

 

A regra atual permite que clientes com demanda contratada acima de 500KW possam migrar ao ambiente livre. Este limite mínimo pode ser atingido por comunhão de carga de fato (somatório das demandas contratadas de unidades consumidoras em áreas contíguas) ou por comunhão de carga de direito (somatório das demandas contratadas da matriz e filiais). Hoje, já estão no Mercado Livre de Energia setores como indústrias de diversos segmentos, redes de hospitais, redes de farmácias, redes de lojas, shoppings e setores de telecomunicações e saneamento, entre outros.

 

Além disso, há um projeto de lei em tramitação no Congresso que inclui, como parte da modernização do setor, a possibilidade da abertura total do mercado livre de energia, permitindo que consumidores com demanda contratada cada vez menor possam também ingressar neste ambiente. A depender de estudos de entidades do setor, até consumidores residenciais, já poderão vir a ser incluídos a partir de 2025. Como em qualquer situação, quem larga na frente leva vantagem.

 

Conheça mais em: www.enelenergialivre.com.br  

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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Episódio #57 – Economia com empatia

postado em Podcast - Economia Falada



Conheça a história de sucesso do economista Ricardo Amorim e a sua trajetória para se transformar em um dos maiores influenciadores digitais do Brasil, e destaque do Prêmio iBest 2020. #economia #ibest #eventosonline #entrevista #pandenomics

 

 

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Inovação, commodities e os ciclos das Bolsas globais

postado em Artigos


11/2020

Por Ricardo Amorim

 

 

A empresa argentina de comércio eletrônico Mercado Livre tornou-se a companhia mais valiosa da América Latina, tendo ultrapassado a Vale e a Petrobras.

 

Sem dúvida, o Mercado Livre é uma tremenda empresa, mas para entender como ele se tornou mais valioso que Vale e Petrobras é necessário entender um movimento bem mais amplo do mercado mundial.

 

Após a crise financeira global de 2008, os juros despencaram em todo o mundo, a disponibilidade de capital para financiar iniciativas inovadoras e empresas de tecnologia cresceu enormemente, a inovação mundo afora se acelerou muito e o comércio eletrônico também. A pandemia de coronavírus deu o empurrão final para as vendas e lucratividade das empresas do setor crescer e o apetite de investidores por empresas do setor crescer ainda mais.

 

Enquanto isso, no início da década passada, o dólar estava baixo e a lucratividade empresas emergentes exportadoras de commodities também. Para completar, a incompetência do governo Dilma jogou o Brasil na maior recessão da sua História na 1ª metade da década e desvalorizou ainda mais as empresas brasileiras, em particular as estatais, como a Petrobras.

 

Com a saída de Dilma, o desempenho da economia brasileira e a gestão da Petrobras melhoraram, mas aí veio a crise do coronavírus e o preço das commodities despencou.

 

Por que toda esta explicação? Depois de uma década de empresas de commodities ficando para trás de empresas de tecnologia na Bolsa, vou ficar muito surpreso se isso se repetir nos próximos 10 anos. Estes ciclos de mais ou menos 10 anos de diferentes setores liderando o desempenho nas Bolsas globais sempre se alternam.

 

Década de 90, liderança de rentabilidade de investimentos em empresas de tecnologia, principalmente americanas. Empresas de commodities de emergentes têm década perdida na Bolsa.

 

Década de 2000, liderança de rentabilidade de investimentos em empresas de commodities de emergentes. Empresas tecnologia, principalmente americanas têm década perdida na Bolsa.

 

Década de 2010, de novo, liderança de rentabilidade de investimentos em empresas de tecnologia, principalmente americanas. Empresas de commodities de emergentes têm outra década perdida na Bolsa.

 

Década de 2020, começando com dólar muito alto, o que aumenta a rentabilidade de empresas exportadoras de commodities, e estouro da nova bolha de empresas de tecnologia em algum momento… adivinhe o que vai acontecer.

 

Como dizia Mark Twain, a história não se repete exatamente, mas que rima, rima.

 

 

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