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A inflação ao consumidor está grávida; no Brasil, a gravidez é de gêmeos

postado em Artigos


04/2021

Por Ricardo Amorim

 

 

A pandemia do coronavírus desarranjou cadeias globais de produção — reduzindo a oferta — e, posteriormente, com estímulos fiscais e monetários recordes, aumentou a demanda por matérias primas de energia, minerais, metálicas e alimentares. Com menos oferta e mais demanda, os preços subiram.

 

Com esta forte alta de preços, em particular das matérias-primas, o custo de produção de inúmeros produtos subiu muito. Na maioria dos países, este aumento de custos de produção não pôde ser repassado pelas empresas aos preços de venda dos produtos, ao menos não integralmente, porque com a forte alta do desemprego e queda de renda, os consumidores deixariam de consumir produtos que ficassem muito mais caros porque não teriam recursos para pagá-los.

 

Com os custos subindo mais rapidamente do que os preços de venda dos produtos, as margens das empresas caíram. À medida que os empregos voltem — o que começou a acontecer no segundo semestre do ano passado, a demanda crescerá e as empresas aproveitarão a oportunidade para recompor suas margens. Isto deve pressionar a inflação ao consumidor neste ano e no ano que vem em todo o mundo. A inflação ao consumidor está grávida.

 

E no Brasil, a gravidez é de gêmeos. Aqui, à enorme alta do preço internacional das matérias-primas, somou-se uma também forte alta do preço do dólar em relação ao real. Entre as principais moedas globais, a moeda brasileira foi a que mais se desvalorizou em todo o mundo. Isto fez com que o preço das matérias-primas subisse ainda mais no Brasil, além de elevar o preço de outros componentes e produtos importados por aqui.

 

Com isso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) subiu 42,6%, nos 12 meses terminados em 15/3, sua segunda maior elevação em mais de 26 anos, desde que o Plano Real foi implementado.

 

Entre 71 países, apenas na Argentina — que vem convivendo com inflação descontrolada há anos — a alta do IPA foi ainda maior do que no Brasil.

 

Por tudo isso, há um grande risco que a inflação medida pelo IPCA em 2021 seja superior, talvez muito superior, aos 4,8% atualmente projetados pelo mercado. Para evitar que isso aconteça, o Banco Central terá de subir a taxa Selic além das taxas projetadas pelo mercado — de 5% em 2021 e 6% em 2022.

 

Quanto mais agressivo for e mais rapidamente acontecer o ajuste fiscal através da Reforma Administrativa, a Reforma do Pacto Federativo e as privatizações, menor será esta necessidade de altas mais agressivas dos juros. Um forte ajuste fiscal colaboraria para aumentar a confiança no país e atrair capitais, reduzindo a cotação do dólar e, por consequência, a pressão dos custos de produtos importados sobre a inflação. Se não avançarmos agressivamente neste fronte, um forte choque de juros será inevitável e o crescimento econômico no segundo semestre e, principalmente, em 2022 será bastante prejudicado.

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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Shot Econômico #1 – Impactos da paralização do Canal de Suez

postado em Podcast - Economia Falada



No dia 23 de março, o meganavio Ever Given bloqueou completamente o trânsito no Canal de Suez, a principal rota do comércio Ásia-Europa. Como tudo na economia está conectado, os impactos do incidente serão sentidos em todo o mundo e no Brasil não será diferente. #economia #Brasil #evergiven #comercio

 

 

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Episódio #62 – A importância da educação financeira

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Educação financeira é um tema que precisamos desmistificar no Brasil. Ou aprendemos desde cedo como isso funciona e colocamos o dinheiro para trabalhar para nós, ou sempre teremos que trabalhar exclusivamente para ele. Confira este ponto e toda minha entrevista para Mirelle Moschella no Empresarios de Sucesso Tv. #educaçãofinanceira #finançaspessoais #ricardoamorim

 

 

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Como perpetuar a corrupção em 8 passos

postado em Artigos


03/2021

Por Ricardo Amorim

 

 

Imagine que você fosse um político corrupto e alguém o pegasse com a boca na botija. Imagine também que você soubesse que seus colegas de partido e seus adversários políticos fossem tão corruptos quanto você. O que você faria para se safar?

 

Talvez, uma boa estratégia envolvesse os seguintes passos:

 

1.     Convença seus apoiadores que denúncias de propinas de empreiteiras ou rachadinhas, se forem contra você, são perseguições políticas, não questões de Justiça e combate à corrupção;

 

2.     Argumente que qualquer um que o investigar e julgar só pode o estar perseguindo;

 

3.     Fomente, ao máximo, a polarização política e a demonização de seus adversários. Eles, obviamente, só podem contra você por suas infindáveis virtudes ao defender seus apoiadores, que sem sua liderança iluminada, seriam massacrados por estas forças do mal. Assim, não importam as evidências seus aguerridos apoiadores estarão sempre a seu lado;

 

4.     Denuncie e reverbere a corrupção de seus adversários políticos. Esta, talvez, seja a parte mais fácil. Eles estão tão enlameados quanto você. Encurralados, eles adotarão a mesma estratégia que você. Resultado? Mais polarização e um objetivo comum: impedir que investigações, julgamentos e punições avancem. Mais cedo ou mais tarde, novos ministros para as cortes superiores e lideranças para o Ministério Público terão de ser indicadas;

 

5.     Aí, é só esperar a máquina a funcionar a seu favor. Com a classe política unida em uníssono contra o combate à corrupção, é só questão de tempo e você retornará redimido e, como a Fênix, com a plumagem mais exuberante do que nunca;

 

6.     Em algum ponto, as investigações perderão sua independência política;

 

7.     Em outro, a Suprema Corte – toda indicada por políticos – vai querer eliminar “excessos” – das investigações, é claro; não da corrupção. Daí a anular eventuais condenações será só um pulinho;

 

8.     Gran finale: inverta os papeis. Transforme em bandido quem o investigou e julgou. Com apoio maciço de políticos da esquerda à direita, isso não será difícil. Com você e outros corruptos mais livres do que nunca e juízes e procuradores como réus, quem ousará investigar e punir corrupção neste país?

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantesmundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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Episódio #61 – A Reforma Tributária está longe do ideal

postado em Podcast - Economia Falada



A proposta de Reforma Tributária que foi apresentada ao Congresso está muito longe do ideal. Como está, ela aumentaria significativamente os impostos para todo o setor de serviços. Para podermos fazer uma boa Reforma Tributária – sem aumentos de impostos – primeiro temos de aprovar uma boa Reforma Administrativa, que além de cortar privilégios, reduza substancialmente os gastos públicos. #reformaadminstrativa #reformatributaria #pandenomics #ricardoamorim

 

 

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