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Playing with democracy

postado em In English


06/2017

By Ricardo Amorim

Translation: EIC

 

 

When it works, democracy is precious. Participation of the people in the destinies of the country by means of their representatives adds legitimacy to decisions and ensures that the interests of all be considered and that the social fabric does not tear. Arbitrariness and persecutions are far more common in authoritarian regimes, even when rulers are well meaning.

 

Democracy is precious, but it is fragile. Brazilian history itself makes it quite clear. From 1930 to our days, we Brazilians lived one year out of every three under the yoke of dictatorships. Adding the Getulio Vargas dictatorship to the more recent military dictatorship, we had over three and a half decades without democracy. Each of the dictatorships lasted more than a decade. This is the rule in international experience. The utopian idea that “coups”, military or not, that overthrow corrupt democratic leaderships will quickly call elections , unfortunately finds no bearing in history. Once in power, the new ruler finds ways, excuses and reasons to perpetuate himself and becomes a dictator.

 

This is where danger lies. Two essential pillars for just any democratic regime are people feeling represented by their leaders and the segregation of  powers to guarantee that no leader abuses his attributions.

 

None of these pillars is present in Brazil today. The feeling of not being represented by its government officers started to emerge in half the populations about a decade ago, when the then president Lula started to promote a schism  to defend himself of the corruption scandals known as Mensalão. According to him, there was no corruption but a campaign of the elites and the middle class against the achievements of the poor. Political polarization split the country and created the perception that whoever was in power would govern for one of the groups only. From then on, both during Dilma’s and Temer’s respective administrations, some groups started to oppose the measures that attempted to put the Brazilian economy back on track, believing that whatever the politicians in office did would necessarily be against them, without bothering to even analyse the content of such measures.

 

To make things worse, as the Car Wash Operation (Lava-Jato) progresses, the quantity, severity and extent of the corruption scandals continue to increase. Independently of political parties, presidents, governors, mayors and legislators in their near totality do not represent their constituents, they merely abuse their positions in quest of personal benefits.

 

It became clear that the separation of powers does not exist in practice. All we have is the “esprit-de-corps” of a kleptocracy looting the Brazilian State and population.  STF and TSE (Supreme Court and Electoral Court) Ministers “judge” people who appointed them to their posts and congressmen refuse to revoke the mandates of other congressmen proven to be involved in corruption. The president of the TSE, Minister Gilmar Mendes, goes to the extreme of defending that the Court is not competent to judge politicians who committed electoral crimes. What is the TSE for, then, consuming R$ 2 billion/year of public funds?

 

We urgently need to stop inflaming political polarization, punish all the corrupt and restore the segregation of powers, and to adopt laws to forbid political appointments to the STF, the TSE, the TCU and other control entities to guarantee the independence they need to perform their duties.

 

In case they do not attend to that, our leaders shall be placing themselves and democracy itself at risk – as is made clear by the recent attempt on a republican legislator by a democrat extremist in the US and the growing support to the idea of a military coup in Brazil. Go back, Satan!

 

Ricardo Amorim is the author of the best-seller After the Storm, a host of Manhattan Connection at Globonews, the most influential economist in Brazil according to Forbes Magazine, the most influential Brazilian on LinkedIn, the only Brazilian among the best world lecturers at Speakers Corner and the winner of the “Most Admired in the Economy, Business and Finance Press”.

 

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Brincando com a democracia

postado em Artigos


06/2017

Por Ricardo Amorim

 

 

Quando funciona, a democracia é preciosa. Participação popular nos rumos do país através de seus representantes dá legitimidade às decisões, e garante que os interesses de todos sejam considerados e que o tecido social não esgarce. Arbitrariedades e perseguições são muito mais comuns em regimes autoritários, mesmo quando os déspotas são esclarecidos.

 

A democracia é preciosa, mas é frágil. A própria história brasileira deixa isso claro. De 1930 para cá, nós brasileiros vivemos um em cada três anos sob o jugo de ditaduras. Somando–se o período da ditadura de Getúlio Vargas com a ditadura militar foram mais de três décadas e meia sem democracia. Cada uma das ditaduras durou mais de uma década. Esta é a regra na experiência internacional. A ideia utópica de golpes, militares ou não, que destituem lideranças democráticas corruptas e prometem convocar eleições rapidamente, infelizmente não se confirma na história. Uma vez no poder, eles encontram formas, desculpas e razões para se perpetuarem, tornando-se ditadores.

 

Aí é que mora o perigo. Dois pilares essenciais de qualquer regime democrático são as pessoas se sentirem representadas por seus líderes e que haja uma separação entre os poderes, para garantir que nenhum líder abuse de suas atribuições.

 

Nenhum destes pilares está presente no Brasil de hoje. A sensação de não ser representado por seus governantes começou a aflorar em metade dos brasileiros há cerca de uma década, quando o então presidente Lula começou a inflamar a divisão para se defender dos escândalos de corrupção do Mensalão. Segundo ele, não havia corrupção, mas sim uma campanha das elites e da classe média contra as conquistas dos mais pobres. A polarização política rachou o país e criou a percepção de que quem estivesse no poder governaria exclusivamente para um dos grupos. A partir daí, tanto no governo Dilma como no governo Temer, muitos passaram a se opor a medidas que tentavam colocar a economia brasileira nos eixos, a acreditar que medidas daquele grupo político necessariamente lhes seriam contrárias, sem se dar ao trabalho de analisar o conteúdo de tais medidas.

 

Para piorar, à medida que a Lava-Jato avança, a quantidade, gravidade e abrangência dos escândalos de corrupção não pararam de aumentar. Independentemente de partido político, presidentes, governadores, prefeitos e legisladores em sua quase totalidade não representam seus eleitores, apenas abusam de seus cargos em busca de benefícios próprios.

 

Ficou claro que a separação entre os poderes inexiste na prática. Temos apenas o corporativismo de uma cleptocracia que assalta o Estado e os brasileiros. Ministros do TSE e do STF “julgam” aqueles que os indicaram aos cargos e congressistas recusam-se a cassar mandatos de outros congressistas comprovadamente envolvidos em corrupção. O presidente do TSE, o Ministro Gilmar Mendes, chega ao extremo de defender que o Tribunal não tem competência para julgar políticos eleitos que cometeram crimes eleitorais. Para que, então, existe o TSE, consumindo por ano R$2 bilhões de recursos públicos?

 

Precisamos, urgentemente, parar de inflamar a polarização política, punir todos os corruptos e restaurar a separação entre os poderes, proibindo por lei indicações políticas ao STF, TSE, TCU e outros órgãos de fiscalização para garantir a independência necessária para exercer suas funções.

 

Se não fizerem isso, nossos líderes estarão colocando a eles mesmos e à própria democracia em risco, como o atentado a um legislador republicano por um extremista democrata nos EUA e o apoio crescente à ideia de um golpe militar no Brasil deixam claro. Xô, Satanás!

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner e ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças.

 

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“O Brasil precisa de Internet na veia”, segundo o economista Ricardo Amorim

postado em Entrevistas | Palestras


06/2017

Convergência Digital

Por Ana Paula Lobo e Pedro Costa

 

 

A crise vai passar, mas não é simples definir quando ela vai passar, sustentou o economista Ricardo Amorim, que participou da Convenção da Abranet, que aconteceu de 13 a 15 de junho, na Praia do Forte, na Bahia.

 

Em entrevista à Abranet, Amorim afirmou que, hoje, o Brasil está muito voltado para a crise política, para os escândalos de corrução, mas ressaltou: não há país que irá se desenvolver sem Tecnologia da Informação e Comunicações. “Infelizmente, o Brasil não tem TIC como prioridade ainda, mas terá de olhar para a área o quanto antes”.

 

De acordo ainda com o economista, há sinais de otimismo para o desenvolvimento do país, especialmente, o movimento pujante das startups, beneficiado pela ampliação do acesso à banda larga.” Definitivamente a Internet é tudo. Não dá para pensar absolutamente nada sem ter Internet”, sustenta.

 

Amorim vai além ao afirmar que tecnologia é será cada vez mais tudo. Indagado sobre a recuperação da competitividade no Brasil, Ricardo Amorim pontua que será necessário o país capacitar melhor as suas pessoas e, mais uma vez, reforça: “Isso exige Internet na veia”. Assistam a entrevista.

 

 
 



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Matéria da Fecomércio-PE sobre palestra de Ricardo Amorim em Olinda.

postado em Palestras


06/2017

Fecomércio

Por Julliana Araujo

 

 

Transformar a crise econômica em uma oportunidade de se fortalecer no mercado e criar novos negócios e ampliar vendas. Essa foi a mensagem deixada pelo economista Ricardo Amorim para a plateia de mais de 300 empresários de Olinda e cidades vizinhas, durante o Encontro de Empreendedorismo e Franquias, no Shopping Patteo Olinda, na manhã da última quarta-feira (7/6). O encontro, realizado pelo Shopping Patteo de Olinda e o Instituto Fecomércio-PE, contou ainda com palestra do o diretor da HM Consultoria, Hamilton Marcondes, que abordou o crescente mercado de franquias e as vantagens de investir no segmento, além de rodada de negócios.

 

Segundo o economista Ricardo Amorim o Brasil vem enfrentando uma crise econômica agravada pela instabilidade política, mas momentos como estes servem para fortalecer aqueles que inovam. ”O cenário econômico é feito de ciclos, alguns de crises outros de crescimento. Historicamente observamos que sempre depois de uma crise, surgem momentos muitos bons. É importante que vocês (empresários) se perguntem como podem melhorar em atendimento, serviço e trazer de novo para saírem fortalecidos. A oportunidade surge na crise. Ou você muda ou você morre”, enfatizou.

 

Sobre o cenário econômico, Amorim destacou que os entraves maiores não é o número de endividados no Brasil, mas sim a alta taxa de juros e a instabilidade política. “A economia é movida pela confiança. Quando empresários e consumidores acreditam na situação econômica e política a economia cresce”, explicou.

 

Para o diretor da HM Consultoria, Hamilton Marcondes, a franquia é uma forma segura de investir em momentos de instabilidade como o que o Brasil vive. “Por ano mais de 400 mil empresas abrem no País. Em três anos, menos da metade sobrevivem porque não tem uma boa gestão. A franquia traz um modelo de gestão consolidado e de sucesso pronto, com consultoria em todas as áreas e uma marca forte. Ter uma franquia é realizar o sonho do negócio próprio, de uma forma segura, com estratégias que levam ao sucesso”, afirmou.

 
 



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A country without government

postado em In English


06/2017

By Ricardo Amorim

Translation: EIC

 

 

No, I do not refer to the current situation of Brazil, where corruption of unthinkable scale involves the very President Temer , wiped out governability and paralysed Congress and the whole country. In fact, exactly like it happened before to his predecessor Dilma Rousseff.

 

I refer to something even more important for the fight against corruption to be successful and for a country to be wealthier and more just: a drastic change in mentality in the relations of the Brazilian society with the State.

 

Imagine that Brazil had no government. Without a government there would not be overpriced contracts for public works. Marcelo Odebrecht and other builders would have no means and no reason to bribe politicians and public officers, and would not be extorted by them.

 

If there was no government, there would be no state-owned banks like the BNDES. Without the BNDES, Joesley Batista would have to look for other sources to finance JBS, and there would be no reason for him to give more than R$ 1 billion to 1,829 politicians, including President Temer and former Presidents Lula and Dilma.

 

With no government, Petrobrás would not be state-owned. Its business decisions would not be motivated by politics, but rather by the search of results for the company and its shareholders. Tens of billions of reais diverted to corruption would not have gone down the drain.

If there was no government, politicians could not buy the support of some sectors of society with benefit programs for specific groups such as Bolsa-Família, tax exemptions, subsidized credit lines and other such schemes, giving back to some a fraction of the money taken from all of us via taxes.

 

OK, you must be wondering, but how about ensuring security, basic education and quality health for all, besides fighting poverty – with no government? Well, this is precisely the point.

 

In order not to corrupt and be corrupted, in order not to suffocate production and jobs in Brazil with outrageous taxes, and in order to have money and drive to provide good public services, the government should focus on just that – and withdraw from all the rest.

 

The essence of Brazilian corruption lies in the promiscuity between the State and private initiative. The bigger the State, the bigger the promiscuity. A humongous State which dishes out “favours” is a constant source of corruption. The less the State is directly involved in the economy – and just regulates it – the less corruption and the more wealth there will be. So as to attain maximum efficiency in promoting development whilst being immune to corruption, the State must be minimal in size.

 

Ricardo Amorim is the author of the best-seller After the Storm, a host of Manhattan Connection at Globonews, the most influential economist in Brazil according to Forbes Magazine, the most influential Brazilian on LinkedIn, the only Brazilian among the best world lecturers at Speakers Corner and the winner of the “Most Admired in the Economy, Business and Finance Press”.

 

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