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Time to save Social Security and Brazil

postado em In English


03/2019

By Ricardo Amorim

 

 

Brazil has many problems. No silver bullet will solve them all in a magic spell, but nothing will define the success or failure of the Brazilian economy and the Bolsonaro administration as much as the Social Security Reform will.
 
Why reform Social Security? For two reasons: first of all for the sake of fairness. We are all equal under the Constitution, but not under the current Social Security. The rules in the private sector are not the same as the rules applied to professional public servants, also not the same as the rules applied to polititians, nor the rules applied to Court judges or to the military, and so on.
 
In order to work out the deficit in each system we have to add the total benefits and deduct the total contributions by employees and employers. In the case of the Public Service, since the government is the employer, we must discount its contribution. Even then, the deficit per retiree – that is, the portion of benefits not covered by the contributions – is in average 11 times greater than in the INSS (National Social Security Institute). Are Public Servants 11 times more important to the country than workers in the private sector?
 
The second point is the balance of public accounts. The Brazilian government got to a very high level of indebtedness. The debt and the interest fees it entails must not continue to grow, but it will, unless we properly reform Social Security. Only this year the INSS and the Federal Security System will be about R$ 450 billion short.
 
With the aging of the population and less children per couple, the number of retirees increases and the number of contributors will drop. Without the reform the deficit will only grow. The government will be R$ 500 billion short next year.
 
Besides increasing public debt and taxes, where else can funds come from to finance the Social Security deficit and its growth? From less investment in public services, such as health, education, public security and infrastructure. The Social Security deficit partly explains the appalling state such services are in.
 
The reform proposed is not ideal, but it greatly reduces injustice and prevents the exhaustion of funds meant for infrastructure, security, health and education – or the exhaustion will happen in less than 15 years from now if current rules are maintained.
 
If approved as is, the project will result in savings of over R$ 1 trillion in 10 years and more than R$ 4 trillion in 20 years, allowing Brazil to spend on public services and boosting confidence in the country. We shall then have more jobs, economic growth, income and wealth for all.
 
Ricardo Amorim is the author of the best-seller After the Storm, a host of Manhattan Connection at Globonews, the most influential economist in Brazil according to Forbes Magazine, the most influential Brazilian on LinkedIn, the only Brazilian among the best world lecturers at Speakers Corner and the winner of the “Most Admired in the Economy, Business and Finance Press”.
 
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Translation: Simone Montgomery Troula

 
 



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Hora de salvar a Previdência e o Brasil

postado em Artigos


03/2019

Por Ricardo Amorim

 

 
O Brasil tem muitas mazelas. Não há uma bala de prata que vá resolver todas em um passe de mágica, mas nada definirá o sucesso ou o fracasso da economia brasileira e do governo Bolsonaro tanto quanto sua Reforma da Previdência.
 
Por que reformar a Previdência? Duas razões. A primeira é justiça. Segundo a Constituição, somos todos iguais; segundo as atuais regras da Previdência, não. As regras no setor privado não são as mesmas dos funcionários públicos de carreira, que não são iguais às dos políticos, que são diferentes das dos juízes, que não são iguais às dos militares, etc…
 
Para calcular o déficit de cada sistema, precisamos somar o total de benefícios e descontar o total de contribuições de funcionários e patrões. No caso do funcionalismo, como o governo é o empregador, precisamos descontar sua contribuição. Mesmo fazendo isso, o déficit por aposentado – isto é, a parte dos benefícios que não é coberta pelas contribuições – é em média 11 vezes maior do que no INSS. Os funcionários públicos são 11 vezes mais importantes do que quem trabalha no setor privado para o país?
 
O segundo ponto é o equilíbrio das contas públicas. O governo brasileiro chegou a um endividamento muito alto. A dívida e com ela o pagamento de juros não podem continuar crescendo, mas é o que vai acontecer se não fizermos uma bela reforma da Previdência. Só neste ano, vão faltar cerca de R$ 450 bilhões no INSS e Previdência da União, estados e municípios.
 
Com o envelhecimento da população e a queda do número de filhos por família, aumenta o número de aposentados, mas o número dos que contribuirão para pagar seus benefícios cairá. Sem reforma, o déficit só vai aumentar. No ano que vem, faltarão mais de R$ 500 bilhões.
 
Além do aumento da dívida pública e dos impostos, de onde saem os recursos para bancar o déficit da Previdência e seu crescimento? Dos serviços públicos, incluindo saúde, educação, segurança e infraestrutura. O déficit da Previdência explica, em parte, o estado calamitoso em que estão.
 
A reforma proposta não é ideal, mas reduz muito as injustiças e impede que os recursos para infraestrutura, segurança, saúde ou educação se esgotem, que é o que acontecerá em menos de 15 anos mantidas as regras atuais.
 
Se aprovado como está, o projeto gerará economias de mais de R$1 trilhão em 10 anos e mais de R$4 trilhões em 20 anos, permitindo que o Brasil tenha dinheiro para serviços públicos e aumentando a confiança no país. Com isso, teremos mais empregos, crescimento econômico, renda e riqueza para todos.
 
Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.
 
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Ricardo Amorim vê de forma promissora o cenário imobiliário para 2019

postado em Palestras


02/2019

Jornal do Comércio

Por Thiago Copett

 

 

Um conjunto de problemas macroeconômicos resolvidos nos últimos dois anos, como a volta da oferta de vagas de trabalho, os juros e a inflação controlados e a provável aprovação da Reforma da Previdência devem catapultar ao alto os negócios do setor imobiliário em 2019. É este um rápido resumo do que foi apresentado na noite de ontem pelo economista Ricardo Amorim a um grupo de convidados pela Cyrela Goldsztein, no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre.

 

Presidente da Ricam Consultoria Empresarial, Amorim ressalta que, apesar de o Brasil continuar com inúmeros problemas para resolver, a solução de diferentes questões que travavam a economia foram solucionados e vão estimular o fluxo de dinheiro no País. Assim como a confiança para investir, seja por parte dos brasileiros como de estrangeiros.

 

“Ao resolver os problemas das contas públicas, e acho que isso vai acontecer, vai chover dinheiro de gringo por aqui. Isso porque o Brasil é um dos poucos países no mundo que reúne duas coisas fundamentais aos investimentos estrangeiros: o tamanho de mercado e o potencial de crescimento”, diz Amorim, também comentarista do programa Manhattan Conexion, da Globo News.

 

Com mais dinheiro as empresas, em geral, irão tirar do papel seus projetos, e para isso precisarão contratar e, por consequência, haverá mais consumo e mais confiança para consumir, diz o economista. O que, ancorado por uma confiança generalizada no crescimento do País, explica Amorim, fatalmente terá reflexo no setor imobiliário.

 

“Em um primeiro momento está ocorrendo a desova na venda dos imóveis que estavam prontos e represados. Em 2019, haverá a retomado dos lançamentos”, avalia Amorim.

 

O movimento apontado pelo presidente da Ricam, por sinal, já ocorre com a Cyrela Goldsztein. Em Porto Alegre, segundo, Rodrigo Putinato, CEO da empresa para a Região Sul, o mês de janeiro de 2019 representou mais do que dobro das vendas do melhor mês de 2018, que foi novembro. Com isso, o executivo afirma que os R$ 400 milhões em empreendimentos na cidade deverão quase dobrar neste ano, alcançando R$ 700 milhões.

 
 



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“A reforma proposta é muito frouxa”, analisa Ricardo Amorim

postado em Entrevistas


02/2019

GaúchaZH

Por Rodrigo Lopes

 

 

A proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência, que deve ser entregue nesta quarta-feira (20) ao Congresso não é tão dura quanto setores da opinião pública avaliam. Pelo contrário, é “frouxa”. É a opinião do economista Ricardo Amorim, um dos apresentadores do programa Manhattan Connection, da Globonews.

 

Considerado pela Forbes uma das cem pessoas mais influentes do país, ele esteve em Porto Alegre nesta terça-feira (19) a convite da Cyrela Goldsztein para falar sobre “As mudanças no mundo e o impacto positivo no mercado imobiliário”, em evento no Teatro da Unisinos. Antes, concedeu entrevista.

 
Que avaliação você faz do projeto da reforma da Previdência, que deve ser encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso?

 

Aí tem vários aspectos que a gente precisa considerar. Por que uma reforma da Previdência? Há duas razões básicas.

 

A primeira é uma questão de justiça. O sistema de Previdência brasileiro é absolutamente injusto. Segundo a Constituição, somos todos iguais, mas segundo a Previdência, não. Se a gente for comparar as regras da Previdência do setor privado com as diferentes regras do funcionalismo, há uma injustiça brutal.

 

No caso do funcionalismo, o governo é o empregador, a gente precisa descontar a contribuição do governo como empregador. Mas, aí, a gente chega no déficit da Previdência, que é a parte dos benefícios que não é coberta pelas contribuições. Aí a primeira injustiça: o déficit per capita, na média no setor privado, é 1/11 avos da média do setor público. O que significa: em média, os funcionários públicos estão sendo tratados como se fossem 11 vezes mais importantes do que o cara do setor privado. Não vejo razão pela qual devesse ser assim.

 

Qual seria a segunda razão?

 

O segundo ponto é uma questão de equilíbrio de contas públicas. O governo brasileiro chegou a um grau de endividamento muito elevado. Não dá para continuar crescendo, que é o que vai acontecer se a gente não fizer uma bela reforma da Previdência. Vão faltar uns R$ 400 bi. De onde vêm? Na prática, você está tirando dinheiro de saúde, educação, segurança, infraestrutura para complementar os benefícios da Previdência. Isso explica em parte o estado caótico dos serviços públicos brasileiros.

 

Mas o projeto que está sendo encaminhado é bom ou ruim?

 

A reforma ideal tinha de ter regra igual para todos. O regime ideal seria de capitalização, como a Previdência privada, que você coloca o seu dinheiro e vai receber (quando se aposentar) proporcional a quanto colocou mais o que rendeu. Não tem déficit. Se hoje eu começar a pagar a minha Previdência e parar de pagar a de quem está aposentado, esse cara não recebe. Como cobrir o buraco? Usando receitas extraordinárias. Há várias receitas importantes que o governo deve ter daqui para frente, algumas associadas ao pré-sal, outras com potenciais privatizações, que permitiriam uma transição nesse modelo.

 

Mas esse não é o projeto proposto pelo atual governo.

 

Não foi o projeto do governo. Já começou com uma proposta (do ministro Paulo Guedes) menos ambiciosa do que isso, mas que reduz em relação ao modelo atual os gastos projetados com Previdência nos próximos 10 anos em mais de R$ 1 trilhão. É uma economia, sem dúvida, significativa. É a solução ideal? Não. Mas ajuda bastante. Na realidade, se aposentar na mesma idade já seria, do ponto de vista da Previdência, um benefício que está sendo dado às mulheres pela seguinte razão: a expectativa de vida delas é maior. Já vão receber benefícios por mais tempo se elas se aposentarem na mesma idade. Já estão sendo beneficiadas. Nunca ninguém contou essa história direito. Acho que tem de ser combatida dupla jornada, discriminação, mas o instrumento definitivamente não é a Previdência.

 

Quais serão as dificuldades para aprovar a reforma?

 

O Congresso, isso sempre acontece no Brasil e em qualquer outro país, quer dar pitaco. Como a reforma da Previdência não é algo popular de ser feito, o congressista quer falar para a base: “Eu consegui torná-la mais leve”. Bolsonaro, com essa decisão, abriu mão desnecessariamente de ter poder de barganha. Agora, vai ter de ser mais duro na negociação com o Congresso. É um erro estratégico grave. A reforma proposta está longe da ideal, mas vai na direção certa e, ao contrário do que muitos dizem que é muito dura, é muito frouxa.

 

No RS, o debate sobre a reforma da Previdência fez com que os pedidos de aposentadoria tivessem alta de quase 20%. Faltou debate com a população?

 

É difícil falar que faltou debate com a população em um assunto que já está sendo discutido há dois anos. Se faltasse debate, não haveria esse movimento de antecipação das aposentadorias.

 

A população tanto entende o que está acontecendo que está tentando tomar decisões que, do ponto de vista individual, eventualmente são as que fazem mais sentido. Não faltou debate.

 

Que avaliação você faz desses primeiros movimentos do governo Bolsonaro? Você já elogiou em artigo para a revista IstoÉ o ministério técnico, porém, criticou problemas de comunicação. Agora, há a saída do ex-ministro Gustavo Bebianno. O que muda na sua percepção?

 

A sua leitura foi de que eu elogiei. Recebi porrada dos bolsonaristas exatamente pelo mesmo artigo porque critiquei o governo. Quis realçar dois pontos, os erros e os acertos. Você chamou a atenção para os acertos, mas houve outros vários erros importantes. Está na hora de corrigir os erros. A gente tem um governo com várias disputas de poder internas e isso enfraquece o governo.

 

Mas você continua otimista em relação à expectativa para a economia brasileira?

 

A parte mais importante é a aprovação da reforma da Previdência. Apesar de todos os problemas, acredito que, sim, ela vai passar (no Congresso). O projeto que vai ser mandado não será o mesmo que será aprovado porque nunca é em qualquer lugar do mundo. Assumo que o que vai sobrar dele vai ser ao menos de 70% do que está sendo enviado, senão mais. Desde que a gente não tenha no cenário externo nenhuma grave crise financeira, estou convencido de que o Brasil vai atrair uma quantidade de investimento externo gigantesca. Isso vai aumentar brutalmente a geração de emprego, o que aumenta a capacidade de consumo das pessoas, aumenta a venda das empresas, que contratam mais. Você gera todo um círculo virtuoso.

 

O mundo já começou a olhar o Brasil de forma diferente?

 

Completamente. Foi feita uma pesquisa pela Bloomberg no final do ano passado com investidores, perguntaram quais eram os mercados que eles estavam mais otimistas. Ações: primeiro lugar, Brasil. Segunda pergunta: mercado de renda fixa, primeiro lugar, Brasil. Terceira pergunta: moeda? Primeiro lugar real. O mundo está olhando para o Brasil como a bola da vez. Se a gente fizer a reforma da Previdência a gente vai estar muito bem posicionado.

 
 



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The first month of the Bolsonaro administration

postado em In English


02/2019

By Ricardo Amorim

 

 
The Bolsonaro administration hardly started. It would be precipitate to judge it now. On the other hand, as we approach the end of the first month, we can see some signs and what they point at.
 
Good news first, Bolsonaro fulfilled his campaign promise to keep political parties at bay when picking his Cabinet members. I always suspected this to be just a campaign promise soon to be forgotten. Fortunately, I was wrong. His Cabinet was convened based on technical grounds – as in the cases of Paulo Guedes and Sérgio Moro – or recommendations from Congress thematic benches – some of which related to the subject of the Ministry in question – as in the cases of Agriculture and Health – others, more questionable, were not related – such as Education and External Relations.
 
Besides, Bolsonaro has clearly indicated that he intends to govern for all Brazilians, and admitted his limitations on several subjects, which reduces the risk of hasty decisions.
 
On other issues, however, the government leaves to be desired so far. Communications have been rather confusing. Often a Minister or the President himself end up being contradicted, which weakens the credibility of their announcements and reduces their capacity to create positive expectations. We were disappointed by the government and especially by Bolsonaro himself in the World Economic Forum in Davos, where we expected Brazil to have an outstanding participation.
 
Also, the government did not include the Social Security Reform in its priorities for the first 100 days. This Reform is the most important step to guarantee stability and growth for the Brazilian economy in the coming years.
 
On top, charges against his son Flavio put the President in an awkward situation.
 
The administration hardly started. There is still time to correct all that, but the government better do it before errors entail consequences when Congress reopens in February, State Governors increase their requests and the expectations of investors and the business community regarding the Social Security Reform become more pressing.
 
The latest figures on economic growth, generation of jobs and inflation have been good and the Stock Exchange has been breaking records. Let us hope the government corrects its errors and that this may be an omen of even more positive results along this year and the years to come.
 
Ricardo Amorim is the author of the best-seller After the Storm, a host of Manhattan Connection at Globonews, the most influential economist in Brazil according to Forbes Magazine, the most influential Brazilian on LinkedIn, the only Brazilian among the best world lecturers at Speakers Corner and the winner of the “Most Admired in the Economy, Business and Finance Press”.
 
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Translation: Simone Montgomery Troula
 
 



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