Feeds Ricardo Amorim Facebook Ricardo Amorim Twitter Ricardo Amorim Linkedin Ricardo Amorim Youtube Ricardo Amorim

2019: o ano da aceleração?

postado em Artigos


12/2018

Por Ricardo Amorim

 

 

Os últimos anos não foram fáceis no Brasil. Ao longo do governo Dilma, erros e mais erros de política econômica somaram-se a escândalos de corrupção, culminando com o impeachment da Presidenta e a maior crise econômica da história brasileira. No governo Temer, muitos dos erros de política econômica e os consequentes desequilíbrios inflacionário e de contas externas foram corrigidos e uma importante Reforma Trabalhista foi aprovada, mas novos escândalos de corrupção impediram a aprovação da Reforma da Previdência. Por consequência, o desequilíbrio das contas públicas continuou.

 

Apesar disso, e de muitos choques políticos e econômicos que atrapalharam a economia – delações de Marcelo Odebrecht e Joesley Batista, R$51 milhões encontrados no bunker do Geddel, greve dos caminhoneiros, incerteza causada pelas eleições, alta de juros nos EUA e guerra comercial americana – o PIB brasileiro cresceu em todos os últimos 8 trimestres.

 

Cresceu, mas cresceu pouco. É aí que vem a boa notícia. Se as Reformas da Previdência e Tributária forem aprovadas, como se espera, e o cenário externo não piorar significativamente, o crescimento da economia brasileira tem tudo para se acelerar em 2019.

 

O fim da incerteza eleitoral e a expectativa de que o novo governo adotará uma agenda mais liberal, diminuindo o peso do Estado, vem gerando otimismo na classe empresarial, que tem anunciado vários investimentos significativos nos próximos anos. Em novembro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi o mais alto desde 2010, ano em que o PIB cresceu 7,5%.

 

A inflação está estabilizada próxima à meta, o que indica que salvo uma grave crise externa que cause uma forte alta do dólar, elevando significativamente o preço de produtos importados e a própria inflação por aqui, a taxa Selic, que é a menor da história, deve permanecer onde está por algum tempo. Com a expectativa de juros básicos baixos e estáveis e confiança em elevação, é provável que os bancos aumentem a oferta de crédito, impulsionando consumo e investimentos e beneficiando particularmente os setores de bens duráveis, como imóveis e veículos, que aliás já tiveram crescimento de vendas de dois dígitos em 2018.

 

Além do crédito, o consumo também deve ser impulsionado pelo crescimento do número de pessoas empregadas, particularmente dos trabalhadores com carteira assinada. De janeiro a outubro deste ano, o número de pessoas empregadas com carteira aumentou em 790 mil pessoas. Com o aumento da confiança do empresariado, é provável que a geração de empregos se acelere e com ela a massa de renda e a capacidade de consumo da população. Por outro lado, a taxa de desemprego ainda está muito alta, o que deve limitar as altas de salário e inflação.

 

Com tudo isso, se as reformas forem de fato aprovadas, e uma crise internacional não se materializar – o risco que mais me preocupa neste momento – é provável que o crescimento do PIB em 2019 supere não apenas o deste ano, mas também a expectativa média dos economistas, que atualmente está em 2,5%.

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

Quer receber meus artigos por e-mail? Cadastre-se aqui.

 

Clique aqui e conheça as minhas palestras.

 

Siga-me no: Facebook, TwitterYouTubeInstagramMedium e LinkedIn.

 
 



Comentar (1) »




Lavish spending and the sinking of the brazilian economy

postado em In English


11/2018

By Ricardo Amorim

 

 

 

Maybe never before in the history of this country the expectations of a large part of the population on a new government were as big as they are now. Popular dissatisfaction with the terrible performance of the country and its consequences on the quality of life are easy to understand, but the factors that caused it are not understood by the majority of the people.

 

In the last 25 years, Federal spending – driven by expenses with the Welfare System and the civil service– expanded more than the economy. The trend in States and Municipalities was the same.  In Welfare, for instance, Brazil spends twice as much as rich countries – 14% X 7% of GDP – though its population is 8 years younger in average. Due to corruption, inefficiency, distorted priorities and privileges for some groups, the government spends a lot – but essential services are left without means. Only 3,8% of GDP are spent on Health, for instance, as compared to 6% of GDP in rich countries. Thus, more than 41 thousand hospital beds belonging to the national health system (SUS) were cancelled in the last 10 years. Another six beds are cancelled every day. On top of that, over 100 million Brazilians are not connected to a proper sewage system.

 

To pay for most of the increase in public spending, the taxes paid by businesses increased a lot – making products and services more expensive in Brazil than elsewhere – and the taxes paid by all Brazilians grew as much – dwindling the income left for consumption after paying taxes. With less productive investment and less consumption, the economy grew less. Consequently, the per capita income in Brazil, which used to be more than the World average, is now less. The average income of Brazilians now lags behind that of several other countries, including the Dominican Republic, Iraq, Botswana, Azerbaijan, Thailand, Turkmenistan and Gabon.

 

Besides, since public expenses grew even faster than taxation, the government dug deep into debt to afford them. Further indebtedness increased the expense with interest rates on the debt, further enlarging the gap in government accounts.

 

Due to the above, either the next President and his administration stand up to corruption and privileges and reduce public expenses on Welfare and the public service, really making room for investment on health, sanitation, security and infrastructure – or the lives of Brazilians will not improve significantly and on a sustained basis.

 

Ricardo Amorim is the author of the best-seller After the Storm, a host of Manhattan Connection at Globonews, the most influential economist in Brazil according to Forbes Magazine, the most influential Brazilian on LinkedIn, the only Brazilian among the best world lecturers at Speakers Corner and the winner of the “Most Admired in the Economy, Business and Finance Press”.

Click here and view Ricardo’s lectures.

 

Follow me on: FacebookTwitterYouTube, Instagram e Medium.

 

Translation: Simone Montgomery Troula

 
 



Comentar (0) »




A gastança pública e a submergência da economia brasileira

postado em Artigos


10/2018

Por Ricardo Amorim

 

 

 
Talvez, nunca antes na história deste país, as expectativas de grande parte da população com um novo governo tenham sido tão grandes. A insatisfação popular com o péssimo desempenho do país e, por consequência, com sua qualidade de vida são fáceis de compreender, mas os fatores que os causaram ainda são incompreendidos pela maioria.
 
Nos últimos 25 anos, os gastos do governo federal – puxados pelos gastos com a Previdência e o funcionalismo – cresceram muito mais do que a economia. Nos estados e municípios, a tendência foi parecida. Na Previdência, por exemplo, o Brasil gasta o dobro dos países ricos – 14% x 7% do PIB –  apesar de ter uma população em média 8 anos mais jovem. Por corrupção, ineficiência, prioridades distorcidas e privilégios de alguns grupos, o governo gasta muito, mas serviços essenciais ficam sem recursos. Para a Saúde, por exemplo, vão apenas 3,8% do PIB, contra 6% do PIB nos países ricos. Por isso, mais de 41 mil leitos do SUS foram fechados nos últimos 10 anos. Seis leitos continuam sendo fechados diariamente. Para completar, mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso a tratamento de esgoto.
 
Para bancar a maior parte do aumento dos gastos públicos, os impostos pagos pelas empresas cresceram muito – tornando produtos e serviços no Brasil mais caros do que no exterior – e os impostos pagos por todos os brasileiros também – reduzindo a renda que sobra para consumo depois do pagamento dos impostos. Com menos investimento produtivo e menos consumo, a economia cresceu menos. Por consequência, a renda per capita no Brasil, que era maior do que a média mundial, hoje é menor. A renda média dos brasileiros foi ultrapassada pela de vários outros países, incluindo República Dominicana, Iraque, Botswana, Azerbaijão, Tailândia, Turcomenistão e Gabão.
 
Além disso, como os gastos públicos cresceram ainda mais rapidamente do que os impostos, o governo endividou-se cada vez mais para bancá-los. O crescimento do endividamento aumentou os gastos com juros da dívida, aumentando ainda mais o buraco das contas públicas.
 
Por tudo isso, ou o próximo Presidente e seu governo encaram a corrupção e os privilégios e reduzem os gastos públicos com Previdência e funcionalismo criando um espaço real para podermos investir como necessitamos em saúde, saneamento, segurança e infraestrutura, ou a vida dos brasileiros não vai melhorar significativamente e de forma sustentada.
 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

Quer receber meus artigos por e-mail? Cadastre-se aqui.

 

Clique aqui e conheça as minhas palestras.

 

Siga-me no: Facebook, TwitterYouTubeInstagramMedium e LinkedIn.

 
 



Comentar (1) »




O Brasil passa por um novo ciclo de crescimento econômico, garante economista Ricardo Amorim

postado em Palestras


10/2018

RIC MAIS PR

 

Foto: Marcos Zanutto

 

O Brasil passa por um novo ciclo de crescimento econômico e quem souber aproveitar as oportunidades do momento irá prosperar. Quem garante isso é Ricardo Amorim, considerado o economista mais influente do país, segundo a revista Forbes, e responsável por abrir o ciclo de palestras do Lidere 2018, o maior encontro empresarial do norte do Paraná.

 

Ricardo Amorim é economista formado pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduações no exterior, e que realiza amplo trabalho estratégico e de investimentos para empresas multinacionais. Autor do best-seller “Depois da Tempestade”, Amorim se especializou em estudar as economias de países emergentes e, nesse contexto, há poucos dias de um pleito eleitoral no Brasil, falou para um público ávido por informação.

 

A palestra ‘Por que e como a economia deve melhorar e surpreender positivamente nos próximos anos’ foi acompanhada por centenas de pessoas, que, durante 50 minutos, lotaram as dependências do Espaço Villa Planalto, em Londrina.

 

Gráficos demonstravam ao público que, após a crise política, o país passa por um ciclo econômico (fenômeno semelhante a outras crises enfrentadas na história, como nas décadas 1920, 1940 e 1980). Já são sete trimestres seguidos de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), com destaque para uma mudança fundamental de um setor econômico. “Pela primeira vez, a indústria cresceu mais que o consumo do comércio”, pontuou Ricardo Amorim. Ele demonstrou que se outras medidas forem adotadas pelo próximo governo, como uma Reforma Tributária, o avanço econômico pode ser ainda mais expressivo.

 

Nesse ciclo econômico, segundo análises de diversas consultorias, 35 milhões de brasileiros devem migrar da classe baixa para média e melhorar o desempenho do país, aproveitando que de cada quatro dólares produzidos, três são estão nos países emergentes. Além disso, educação e saúde devem ter impactos imediatos com a melhora da renda do brasileiro. “E as cidades do interior do país, como Londrina, sentirão isso mais a fundo. Estudos mostram que cidades do interior têm crescimento muito maior que capitais”, enfatizou.

 

Observando essa linha de crescimento, que aponta que nos próximos cinco anos a renda per capita da população chegará a $ 10,7 mil dólares, o próprio palestrante citou seu exemplo. Ricardo Amorim contou ao público que abriu, nos últimos meses, duas empresas nas áreas de inovação e consultoria (AAA Plataforma de Inovação e Smartrips.Co). “Não basta fazer a coisa certa, tem que fazer a coisa certa e na hora certa. Com a inovação, o que a humanidade produziu em mais de dois mil anos, será superado em apenas cinco [anos]”, acredita.

 

E o que você está fazendo para acompanhar essa tendência?

 
 



Comentar (0) »




A hora de investir é agora, alerta economista

postado em Palestras


10/2018

Folha de Londrina

Por Nelson Bortolin

 

 

O momento de surfar é agora. As pessoas se sentem inseguras na hora errada. Frases como essas foram usadas na quarta-feira (3) pelo economista e apresentador do Manhattan Connection, da Globonews, Ricardo Amorim, na abertura do Lidere 2018 – encontro empresarial promovido pela Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), como apoio da FOLHA. O tema da apresentação dele foi “Por que e como a economia deve melhorar e surpreender positivamente nos próximos anos”.

 

Amorim lembrou que o País cresce há seis trimestres consecutivos, mas os investimentos ainda não apareceram por falta de confiança. “A sensação ruim reflete o passado e não o futuro”, disse ele, reforçando que agora é o momento de os empreendedores investirem. “É quando as coisas começam a melhorar e ninguém acredita. As pessoas deixam para apostar quando a economia está lá em cima, mas já pode ser o fim do ciclo de crescimento.”

 
O economista disse que este é o século dos países emergentes. “Antes, a cada três dólares, dois eram produzidos nos países ricos.” Mas, desde o início dos anos 2000, a cada três dólares, dois são produzidos nos emergentes. Para Amorim, o Brasil participava da “festa dos emergentes”, mas foi colocado para fora porque havia uma “pedra no caminho”: a ex-presidente Dilma Rousseff. Após a queda da petista, o País demorou a voltar a crescer por causa do escândalo dos irmãos Batistas – da JBS. “Tivemos um escândalo político que envolveu quase dois mil políticos”, destacou.
 
Amorim considera que do ponto de vista econômico as coisas estão se resolvendo. E que reforma trabalhista já surtiu efeito, tanto que a indústria tem crescido mais que os serviços. “A reforma reduziu o custo com ações trabalhistas”, justificou. Se as outras reformas forem feitas, como a tributária, o “Cristo Redentor vai virar um foguete com dois motores”, disse ele em referência a capa da revista britânica The Economist. Em 2009, o Brasil foi capa da publicação, devido ao bom momento econômico.
 

Segundo Amorim , a “confiança é o combustível” da economia. “Se o consumidor acredita que o futuro vai ser melhor, ele vai às compras. As empresas vendem mais e contratam mais funcionários, que ganham renda e passam a consumir mais. É um ciclo virtuoso.” E disse que, nas recessões mais acentuadas da história brasileira, os presidentes foram tirados do cargo, lembrando de Getúlio Vargas, João Goulart, Fernando Collor e Dilma.

 
INTERIOR
 
O economista disse que o interior tem crescido e vai continuar crescendo mais que as capitais. E o agronegócio vai continuar puxando a economia por mais 20 ou 30 anos. Para ele, Londrina tem muitas oportunidades, mas precisa “mergulhar de cabeça” na revolução tecnológica. “O que vai acontecer em cinco anos será maior do que aconteceu em 15 anos”, declarou.
 
 



Comentar (0) »




| Próxima página »