10 passos para jogar a economia brasileira no buraco… e um único passo para tirá-la de lá

01/2016

Por Ricardo Amorim

 

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‪#‎receitadecírculovicioso

 

  1. 1. Para se reeleger, governo gasta um dinheiro que não tem;
  2.  

  3. 2. A credibilidade do Brasil vai para as cucuias;
  4.  

  5. 3. Preocupadas, as pessoas e empresas compram dólares para tentar proteger suas economias dos problemas no país;
  6.  

  7. 4. Com a maior procura por dólares, o preço do dólar dobra;
  8.  

  9. 5. Dólar mais caro eleva preço dos produtos importados, alimentando a inflação, que atinge o maior nível desde 2002;
  10.  

  11. 6. Para evitar que o preço dos produtos importados e a inflação subam ainda mais, o Banco Central intervém na taxa de câmbio, o que aumenta os gastos públicos em R$ 90 bilhões, minando ainda mais a credibilidade do país;
  12.  

  13. 7. Além disso, também para combater a inflação, o Banco Central eleva substancialmente a taxa de juros básica de juros, a Selic, o que também eleva o custo da dívida pública, desta vez em centenas de bilhões de reais;
  14.  

  15. 8. Os aumentos de gastos públicos fazem a dívida pública crescer exponencialmente e o Brasil perder o grau de investimento;
  16.  

  17. 9. A alta de juros encarece o crédito, reduzindo as vendas e causando a maior queda do PIB em 3 anos dos últimos 115 anos;
  18.  

  19. 10. A queda do PIB derruba arrecadação de impostos, piorando ainda mais as contas públicas, o que mina novamente a credibilidade do país, reiniciando o círculo vicioso.
  20.  

‪#‎receitaparacriarcírculovirtuoso

 

  1. 1. O governo corta radicalmente os gastos públicos e o resultado das contas públicas melhora;
  2.  

  3. 2. A credibilidade do país volta, o medo de investidores e empresários passa e é substituído por confiança e vontade de aproveitar as oportunidades criadas por baixos preços de ativos financeiros no Brasil;
  4.  

  5. 3. Mais investimentos geram mais empregos, revertendo a alta da taxa de desemprego e recuperando a confiança dos consumidores;
  6.  

  7. 4. Mais confiantes, as pessoas compram mais, aumentando as vendas e fazendo o PIB voltar a crescer;
  8.  

  9. 5. A alta do PIB aumenta a arrecadação de impostos, melhorando ainda mais o resultado das contas públicas, o que aumenta ainda mais a credibilidade do país, os investimentos, a geração de empregos, o consumo e o crescimento;
  10.  

  11. 6. Com mais credibilidade e atração de investimentos, a procura por dólares cai, derrubando o preço do dólar e gerando lucros nas operações de intervenção cambial feitas pelo Banco Central, contribuindo para melhorar os resultados das contas públicas;
  12.  

  13. 7. A queda do dólar barateia os produtos importados, o que derruba a inflação;
  14.  

  15. 8. A queda da inflação cria espaço para o Banco Central reduzir a taxa de juros, o que reduz o custo da dívida pública e barateia o crédito, aumentando as vendas e fazendo o PIB crescer ainda mais;
  16.  

  17. 9. Com maior arrecadação e menor custo de dívida, as contas públicas melhoram ainda mais, aumentando a confiança no país e os investimentos;
  18.  

  19. 10. Com mais investimentos, cresce a geração de emprego e o PIB, criando um círculo virtuoso.

 

Se você prestou atenção, percebeu que reverter o círculo vicioso e a crise econômica é moleza. Dando apenas o primeiro passo – cortando radicalmente os gastos públicos – o governo criaria todo o círculo virtuoso que faria o Brasil voltar a crescer com vigor.

 

O único que ainda não entendeu isso e continua alimentando o círculo vicioso, fazendo exatamente o contrário, é o próprio governo. Nem bem o novo Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, assumiu o cargo, o governo reajustou o salário mínimo acima da inflação e acima do previsto no já desequilibrado Orçamento em discussão no Congresso, aumentando os gastos do governo federal em mais de R$30 bilhões – sem nem falar do impacto nas contas dos governos estaduais e municipais.

 

Se, como faz qualquer dona de casa ou empresário quando quer gastar com alguma coisa nova, o governo tivesse cortado outro gasto para financiar o aumento do salário mínimo, não haveria problema nenhum, mas enquanto o governo continuar agindo como se dinheiro nascesse em árvore, ele apenas reforçará a desconfiança e as crises econômica e política.

 

Ficam as perguntas que não querem calar:

 

  1. 1. Em algum momento, este governo irá, finalmente, parar de brincar de faz de conta e fazer o óbvio para o Brasil sair desta crise ou ele vai continuar a cavar o buraco em que o país se encontra e enterrar suas próprias chances de chegar ao final do seu mandato?
  2.  

  3. 2. O que empresários, trabalhadores e estudantes estão esperando para exigir deste e de qualquer outro governo que permitam que o Brasil volte a crescer, priorizando e cortando gastos? A hashtag já está pronta: #cortedegastospúblicosjá.

 

Ricardo Amorim é apresentador do Manhattan Connection da Globonews, presidente da Ricam Consultoria, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes.

 

Siga-o no Twitter: @ricamconsult.

 
 

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